domingo, 10 de novembro de 2013

CP Lavos 2 – 0 Pereira

Tarde muito desinspirada para os homens de Pereira, que se deixaram surpreender pela modesta mas aguerrida equipa de Lavos.

ADCR Pereira: Pedro, Peralta, Mendes (Isqueiro), Ruben Couceiro (Zé Miguel), Daniel, Rui Miguel, Joel, Paulito, Heleno (Barroco), Tinoco (João Tarrafa), Tarrafa

Suplentes não utilizados: Keci, Fábio, Malhão.

Primeira parte muito má da formação de Pereira, onde o desacerto nas marcações aliado à desinspiração já referida fez com que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Na sequência de um livre lateral, a bola é aliviada para a entrada da área onde aparece um homem da formação de Lavos a rematar sem oposição. O remate beneficia ainda de um desvio involuntário de Rui Miguel que traiu Pedro. Cinco minutos volvidos, novo golo da equipa da casa que surge de uma perda de bola na transição ofensiva da equipa de Pereira proporcionando um contra-ataque mortífero ao adversário.
Até final da primeira parte, é de salientar uma grande penalidade desperdiçada por Rúben Couceiro após uma mão nítida do defesa da casa dentro da área.

Na segunda parte, os nossos homens voltaram para dentro de campo com outra atitude e com todo o querer para virar o jogo, tornando a partida num jogo de sentido único, onde a palavra de ordem era atacar. Contudo, fê-lo, na maioria das vezes, mais com o coração do que com a cabeça, encontrando do outro lado uma equipa que deu tudo para segurar a vantagem até final, tornando as coisas muito difíceis e obrigando o ADCR Pereira a jogar mal.


Mau jogo do ADCR Pereira, com erros que não se podem repetir e com uma entrada em jogo sem a intensidade exigida, ficando aquém das expectativas.


(crónica por Fábio André)

Resultado


CP Lavos 2-0 ADCR Pereira

terça-feira, 5 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Olha quem fala... (com Telmo Renato)

Sem desprimor para os ilustres convidados anteriores, este é um "Olha quem fala..." especial, que muito honra este espaço. 
Ele já é um símbolo do clube. 
Respeitado por todos, é o verdadeiro Capitão. Aquele que se impõe não pela autoridade mas pela humildade, companheirismo e pelo exemplo que sempre foi para todos nós.

Hoje, prestamos merecida homenagem ao "nosso" Renato.


1- Há quantos anos estás no clube? Lembras-te de como tudo começou?

TR - Estou no clube há cerca de 9 ou 10 anos! Lembro-me como se fosse ontem! Após ter estado no meu ultimo ano de júnior (e o primeiro como futebolista) com as nossas cores ao peito, houve um período em que não pratiquei futebol. Quando o decidi voltar a fazer, o ADCR Pereira estava num patamar muito elevado, daí eu resolver ir jogar para o Grupo Desportivo de Figueiró do Campo, na distrital. Num dos jogos amigáveis entre o ADCR Pereira e este clube, fui abordado pelo Joaquim Malhão (grande elemento da Direcção) que me conheceu e mostrou o seu descontentamento por eu ser “filho da terra” e andar a defender as cores de outra equipa! Chamou-me à razão e é desde aí que defendo o nosso clube.

      2 - O que é para ti ser o Capitão desta equipa?

TR - Uma enorme responsabilidade e um grandioso orgulho. Acima de tudo, significa representar todos os que foram capitães, atletas, seccionistas até à data, respeitando-os sempre! Não desprezando os atuais, mas o ADCRP e o CAP tiveram grandes representantes desta braçadeira! 

      3 - Sentes-te mais respeitado pelos colegas pelo estatuto que tens no seio da equipa?

TR - Respeitado, sim! Faço todos os possíveis para que seja um deles e nunca ser mais do que eles. Claro que quando é preciso subir o astral estou presente, se for preciso repreender também o faço, mas acima de tudo quero que todos se sintam bem e que sintam o que é levar o símbolo ao peito para dentro de campo.

     4 - Como foi levantar o troféu de Campeão Distrital do INATEL ao serviço do clube da tua terra?

TR - Ena, isso foi excelente! Graças a Deus, já tive oportunidade de o fazer duplamente, mas é tremendo ver aquela massa associativa a torcer por nós em todos os jogos, e acima de tudo , na Final, em que arrepia ter o emblema ao peito, com a taça na mão, e os sócios gratificando-nos pelas prestações dos nossos elementos. Foi uma alegria imensa!

      5 - Qual o melhor momento que viveste ao serviço do clube?

TR - Daria uma pagina inteira as alegrias que tive neste período de prática desportiva... De salientar a amizade conquistada com todos os elementos com quem convivi, e que fazem parte da história da ADCR Pereira, que faço questão de manter! Mas, evidentemente, que fica na memória o levantar dos troféus!

      6 - E a maior desilusão?

TR - Desilusões são poucas! Relembro-me que houve uma época em que faziam questão em que eu não fizesse parte do plantel, sendo eu já Capitão em épocas anteriores, para inscrever um jogador de fora...  Com certeza poderia ser melhor jogador que eu, mas não sentiria as cores do clube como eu sentia e sinto!

      7 - Esta época ainda não jogaste, ficando mesmo fora das opções do treinador para as duas convocatórias existentes. Algum sentimento de injustiça por isso?

TR - Nunca na vida! A minha vida profissional não me permite estar presente em todas atividades do clube como os restantes atletas. Sabendo eu que o mister João tem  a política de premiar a assiduidade nos treinos, e que quem demonstra dentro de campo é que merece permanecer na lista de convocados, só me resta continuar a trabalhar com mais afinco, pois a minha oportunidade há de chegar! Nem que seja só a de vestir as nossas cores, com o símbolo ao peito. Desistir é que nunca!


8 - A nível pessoal, o que seria para ti uma boa época?

TR - Para mim, desculpem-me os mais ambiciosos, seria uma excelente época um tri-campeonato com a junção da Taça, competição nova implementada pela INATEL.

9   9 - Já estás na casa dos trinta. Ainda te sentes com força ou já pensas na retirada? Tencionas jogar até quando?

TR - Não. Já fiz um enorme esforço em poder permanecer esta época, prejudicando-me profissional e monetariamente. Mas sem remorsos, faço-o porque me sinto integrado, bem recebido, e acima de tudo, “amado” pelos sócios. Já disse a alguns elementos e aproveito esta oportunidade para o fazer publicamente, que a minha retirada será no final desta época.

     10 - Já pensaste como será quando deixares de jogar? Gostavas de continuar ligado ao clube, como dirigente, por exemplo?

TR - Deixar de jogar irá ser horrível, com certeza! Foi muito tempo ligado a uma colectividade pelo que será difícil.  Alegrias, tristezas, festejos, derrotas, muitas emoções nestes tempos em que estive presente. Com enorme alegria vos transmito que fui convidado pelas listas da atual Direcção e da “ adversária”  nas últimas eleições para fazer parte das mesmas, mas sentia que sendo jogador não o deveria fazer pois não me poderia dedicar a  cem por cento nesse capitulo. Mas quero, acima de tudo, retribuir à Direcção e às anteriores, num futuro breve, todo o bem que têm feito por mim neste clube. Ou seja, numa das próximas vezes, estarei presente na Direcção do ADCR Pereira com enormíssimo orgulho!


Muito obrigado, Capitão.

TR - Muito obrigado e Carrega Pereira! Rumo ao tri!